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SNT PR8 - Vinho de Colares

Características do Percurso
Nome
Vinho de Colares
Código SNT PR8
Tipologia Circular
Distância 14Km
Duração aproximada 4:00h a 4:30h
Tipo de piso Caminhos rurais e florestais
Grau de dificuldade Médio
Local de Partida Adega Regional de Colares
Local de Chegada Adega Regional de Colares
Coordenadas geográficas

Ficheiros
SNT PR8 Vinho de Colares - Folheto e Mapa


Marcação do Percurso e Edição de Guia

Câmara Municipal de Sintra
Largo Dr. Virgílio Horta 2714-501 Sintra
Telf 219 238 500 Email municipe@cm-sintra.pt


Localização

Descrição e Motivos de Interesse
O percurso tem início, em Terra Saloia, junto à Adega Regional de Colares, fundada em 1931; dirige-se para norte, por entre aglomerados urbanos, pinhais, pomares, vinhas, hortas, searas e prados. Aqui subsiste ainda uma agricultura com numerosos elementos tradicionais. A viticultura é anterior à fundação da nacionalidade e Colares é Denominação de Origem Controlada, desde 1908. Aqui se produzem os afamados vinhos das castas “ramisco” e “malvasia”, em “chão de areia”, dignos de mesa de rei. A partir do séc. XIX tornaram-se especialmente famosos por terem resistido à praga de filoxera. As videiras, muitas vezes em associação com macieiras podadas, de modo a não atingirem mais do que 1 m de altura, estendem os “braços” pela areia, em parcelas divididas por muros de “pedra seca”, que também delimitam a propriedade, e protegidas com paliçadas de cana seca contra os ventos marítimos. A temperatura amena e os frequentes nevoeiros litorais dão lugar a um vinho ligeiro e com perfume misto de amêndoas e violetas. As Fruteiras Tradicionais apresentam grande diversidade, afirmando-se como produtos de excelente qualidade, com cheiro e sabor próprios, dadas as características dos solos e do clima. O percurso atravessa um importante habitat, sobre areias antigas - o “Pinhal da Nazaré”, passa pelas Azenhas do Mar, antiga aldeia de pescadores, debruçada sobre o oceano em arribas frágeis e continua a caminho da Aguda, por trilhos no alto das arribas margo-calcárias do Cretácico inferior. Na Aguda vê-se uma duna fóssil, estádio do processo de evolução da areia solta para a rocha (arenito), processo que dura milhares de anos. É possível observar uma estratificação oblíqua, traduzindo diferentes fases e orientações da deposição de areia. As arribas que se desenvolvem para norte, até à Praia do Magoito, mostram uma sucessão de camadas quase horizontais de calcários argilosos cinzentos e margas, rochas sedimentares formadas há milhões de anos, quando o nível do mar se encontrava muito acima do actual. Os calcários superiores são mais duros, e as margas inferiores mais brandas; por isso, face à acção dos agentes erosivos, a arriba recua progressivamente. Na praia do Magoito existe uma formação dunar de grande valor geológico, formada há cerca de 10 mil anos, sendo contemporânea de uma regressão do mar, ocorrida durante a última glaciação. O percurso passa ainda por prados calcários, ricos em orquídeas, antes de Fontanelas, aldeia de ruas em verso. Já perto de Janas ergue-se, numa colina, a pequena capela rural de planta circular, associada ao culto de S. Mamede, protector dos animais. De novo no pinhal da Nazaré, retornamos à adega de Colares.

Avaliação SAL
Não há avaliação SAL sobre este percurso pedestre.

Certificações
Este passeio está certificado pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal.

Outras Informações

Não há mais informações disponíveis sobre este percurso pedestre.



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